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Aadesam entrega veículos ao Projeto Nova Rede Mulher, em parceria com a Sejusc

Projeto atende mulheres que estão sofrendo algum tipo de agressão em suas residências ou no convívio familiar

Foto: Israel Uchôa

A Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam) entregou, nesta semana, dois veículos para reforço do Projeto Nova Rede Mulher, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

Os veículos foram entregues, respectivamente, na quarta-feira (27/05) e nesta quinta-feira (28/05), sendo dos modelos Chevrolet S10 e Volkswagen Amarok. Os carros estão contemplados no Plano de Trabalho do Projeto, tendo como finalidade suprir as demandas de mobilidade no atendimento às mulheres que, devido à reclusão social, sofreram agressões físicas, psíquicas e moral, principalmente neste momento de pandemia mundial pelo novo coronavírus.

O projeto atende mulheres que estão sofrendo algum tipo de agressão em suas residências ou no convívio familiar, prestando auxílio e suporte para o estancamento da violência, e mostrando para essas mulheres os caminhos corretos e seguros para se fazer denúncias e relatos de agressões.

De acordo com o presidente da Aadesam, Bráulio Lima, a entrega do veículo faz parte de um projeto que amplia as estratégias de combate à violência contra a mulher. “Sobretudo, durante o período de pandemia, os índices têm aumentado. E esse veículo vai compor as estratégias de acompanhamento e monitoramento dessas mulheres em situação vulnerável, de risco, e que já passaram por algum tipo de agressão. Então a parceria entre Aadesam e Sejusc fortalece a luta e a proteção da mulher”, destacou.

A titular da Sejusc, secretária Caroline Braz, também destacou o fortalecimento do projeto. “Essa parceria da Secretaria de Justiça com a Aadesam está possibilitando a total renovação da Rede  Mulher. Estamos lançando a nova rede com novos veículos e com atendimento para o interior. Antigamente, a Rede Mulher era apenas para atender as mulheres da capital, e agora atenderemos também as mulheres do interior. Vamos apresentar uma Casa Abrigo totalmente renovada e uma rede mais eficiente”, disse.

Números – Conforme dados oficiais da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), houve um aumento de 20% no número de Boletins de Ocorrência (BOs), com denúncias de violência contra a mulher, nos meses de março e abril em todo o Amazonas. Os BOs estão sendo documentados por meio da plataforma da Delegacia Interativa (DI).

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), no Brasil, mostrou que mulheres são mais sujeitas à informalidade do que homens e correspondem a mais de 90% dos trabalhadores domésticos, também mais vulneráveis em períodos de crise econômica. Cenário propício para o quadro de vulnerabilidade a agressões e dependência financeira dos parceiros.

Com tudo isso, o projeto assume um papel de grande importância, na medida em que auxilia as ações de expansão das estruturas de atendimento à rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, bem como incentiva a autonomia financeira de mulheres visando à promoção da justiça e da equidade social no âmbito do Amazonas.

Resultados – Até agora, o projeto já realizou mais de 1.540 acompanhamentos das mulheres em situação de violência e a seus filhos, realizado pelo Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (Cream), estando apenas com realização de acompanhamento virtual, por meio de ligações com atendimento social e psicológico e alguns encaminhamentos para a rede.

Além disso, o projeto também realiza o atendimento emergencial às mulheres em situação de violência, através do Sistema de Apoio Emergencial à Mulher (Sapem Parque 10); acolhimento provisório das mulheres e seus filhos, também no Sapem Parque 10; acolhimento institucional de longa duração para as mulheres em situação de violência e seus filhos, realizado por meio da Casa Abrigo; e implantação de aplicativo web em celular smartphone (Alerta Mulher).